quarta-feira, 7 de julho de 2010

34 semanas - 8 meses

Então que ontem completamos 34 semaninhas..

Balanço geral:

- Estrias, muitaaaas;
- Muitos soluços e muitas mãozinhas babando na barriga;
- Dor nas costas;
- Hemorróidas (oi?);
- Muita azia;
- Terminamos o quartinho;
- Arrumei a malinha do filhote, tudo pronto;
- Arrumei a minha mala com pijamas cor-de-rosa e chinelinhos de bonequinha (quantos anos tenho mesmo?);
- Poltrona no lugar;
- Papai mais ansioso que eu;
- Pés inchados;
- Bunda quadrada no trabalho;
- Pedi a licença maternidade (Dia 16/07);
- Pouco sono de noite;
- Muito sono de dia;
- Muitas idas ao banheiro;
- Pressão com picos ainda;
- 15 quilos a mais;
- Dedos inchados;
- João Pedro trocando de posição;
- João Pedro já em posição cefálica;
- Muitas idas ao hospital, mas só para consultas;
- Muitas lágrimas com e sem motivo;
- Muitas dúvidas;
- Muita alegria;
- Muita expectativa;
- Tempo que não passa;
- Amadurecimento;
- Mudanças;
- Muitas ligações;
- Colostro saindo;
- Contando os segundos...


E mais uma cartinha...

Quando a gente pega um papel, que não passa de um papel comum - no meu caso até de fax era - dá uma tremedeira. Não sei explicar. Alegria? Incertezas? Angústia? Medo? Mas era a hora certa? E neste papel você reflete sobre sua própria vida assim que vê apenas números, valores de referência que você nunca havia visto, se quer imaginado.

A ficha caí? NOT. Você precisa de dias, horas e meses para absorver as mudanças em que sua vida vai tomar. Todo dia é um dia novo. Uma nova vida. Uma nova fase. Um novo começo.

Você começa a reparar nas vidas a sua volta. Dá mais valor a própria vida. Tira o pé do acelerador. Para de comer doces e porcarias. Cuida a cada passo que dá. Conversa com seu corpo. Sente ele se mexer. Engorda sem culpa. É paparicada por muitos. Fura filas sem ser julgada. Esquece - parcialmente - dos problemas. Sonha acordada. Acorda sonhando..

Você passa a ser uma nova pessoa. Seu nome muda. Você não é mais só você, você é vocês...

A gente fica completamente fora de si. Não consegue controlar os próprios impulsos, o próprios hormônios a própria vida.

A gente precisa levar 9 meses para acreditar que um filho cresce em nossa barriga. Mas ela está ali, cada dia maior, mas mesmo assim, é SUrreal.

assinando uma mãe confusa com suas próprias palavras e pensamentos soltos.

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