quinta-feira, 4 de março de 2010

Porque hoje eu tô assim!



Uma carta ao Sr. Universo;


Caro Sr. Excelentissímo Universo, venho por meio deste, abrir meu coração, afim de colocar todo esse camboio de máguas e angústias para fora de mim e desse coração que bate apertado.


Como você sabe , meu coração bate por dois. Por isso, todos os sentimentos ruíns valem também por dois. Isso não é bom, sabe?! Eu até aguento, mas ele, tão pequenininho não merece isso. Será que já sou uma péssima mãe?


Ultimamente estou sendo egoísta, admito! Mas sabe Seu Universo, tudo parece tão distante, fora do meu alcance. As palavras já não soam com a mesma entonação. Os dias sempre terminam da pior forma possível. As noites são mal dormidas, e os medos, pesadelos? Já nem os sinto mais.


É como se o dia perdesse a graça. Posso estar me precipitando, como tantas vezes já fiz na vida, mas Sr. Universo, acho que não serei forte o suficiente para aguentar. Não confio nem em meus sentimentos mais, quem dirá, nas palavras dos outros. Não acredito que possa melhorar, que mereça uma outra chance.


Tenho vontade de ir visitar o Sr., Universo. Pegar um trem, uma charrete, um ônibus espacial – tudo menos um avião – para dar um tempo das aflições. Mas como farei isso, com tantas responsabilidades que aqui me esperam? Sr. Universo, olhe por nós daí de cima, ou de baixo. Não peço que o Sr. me dê riquezas materiais, mas sim, espírituias.


Hoje acordei com uma música que diz muito, e muito mesmo, sabe? Ela se chama “O que eu também não entendo”. É do Jota Quest, o Sr. Conhece? Ela fala mais ou menos assim:

Essa não é mais uma carta de amor, são pensamentos soltos, traduzidos em palavras.
Prá que você possa entender, o que eu também não entendo...

Amar não é ter que ter sempre certeza, é aceitar que ninguém, é perfeito prá ninguém.
É poder ser você mesmo e não precisar fingir. É tentar esquecer e não conseguir fugir, fugir...

Já pensei em te largar. Já olhei tantas vezes pro lado. Mas quando penso em alguém, é por você que fecho os olhos. Sei que nunca fui perfeito, mas com você eu posso ser. Até eu mesmo, que você vai entender...

Posso brincar de descobrir desenho em nuvens. Posso contar meus pesadelos e até minhas coisas fúteis. Posso tirar a tua roupa. Posso fazer o que eu quiser. Posso perder o juízo, mas com você eu tô tranquilo, tranquilo...

Agora o que vamos fazer? Eu também não sei. Afinal, será que amar é mesmo tudo?
Se isso não é amor, o que mais pode ser? Tô aprendendo também...

Sr. Universo, fico muito agradecida pelo tempo que o Sr. está desperdiçando lendo esta minha carta. Não tenho a melhor colocação linguística e nem as melhores idéias. Também não tenho a intenção de que tenhas pena de mim, não! Queria mesmo é desabafar com alguém que sei que não vai me julgar, não ao menos, com palavras!


Espero que o Sr. não se aborreça de dividir esta singela cartinha com os leitores do meu blog, que não vão entender nada.


Fica aqui meu muito obrigado e espero revê-lo em breve.


Atenciosamente,

Falando di mim.


2 comentários:

Nathália Martins disse...

Usando o meu carioquês, posso te dizer que não entendi 'mermo' :)
Mas... te digo uma coisa, quando estamos grávidas nossas emoções ficam muito embaralhadas, muito mesmo.
Respiro fundo, só o fato de você estar pensando nesse bebezinho já faz de ti uma boa mãe!

Beijos***

Paula Moulin disse...

Ah tá... entendi... a tradução vc escreve amanhã? rsrs
Amiga, fica bem viu!
Qualquer coisa pode me mandar um e-mail paulinhamachado111@yahoo.com.br
Mesmo sem entender necadipitibiriba eu vou emitir pensamentos positivos pra vc hoje tá?!
Beijos

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