quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Criança na cozinha; sim!

Sei que muita gente não concorda com este título, eu mesma, muito não concordei...
Cuido muito, mas muito mesmo, essa parte da casa x crianças pequenas. Quando eles eram bebês eu tinha um portãozinho de ferro que os impedia de chegar perto da cozinha. Simples assim!
Cuido ainda hoje para não deixar nada quente, pelando muito ao alcance e favorável ao "estabanamento" porque eu mesma sou bem estabanada!
Então, os cabos das panelas sempre virados para dentro, nada de água quente dando mole em cima da pia, grito aos quatro cantos quando o forno está ligado e não saio de perto ¬¬ Panelas quentes com comida somente com supervisão e não não e não, eu sirvo a comida, o chá e corto a pizza (e todo o resto). Simples assim 2!

Mas então que, como gosto muito muito e muito da cozinha, e percebendo que eles cada vez mais ficavam me observando lá, comecei a deixá-los a par de algumas receitinhas. Já fizemos biscoitinhos, muito e muitos bolos, tortinhas, pão e até pizza. E eles a-d-o-r-a-m! Deixo também lavarem a louça em alguns finais de semana, peço ajuda para colocar a mesa (e não é que dá certo!), deixo fazerem o suco e servir (o Pedro somente), a fazer o nescau antes de dormir (tá, tem dias que não deixo não).
Viu eu não deixo usar a faca, mas permito a colher. Pra que arriscar!!!

Então dias desse chamei o Pedro para me ajudar com o bolo de cenoura (a calda eu fiz sozinha) e prosseguimos com o almoço - ele até comeu melhor porque foi ele quem fez! .o//

O bolo


O Menu foi frango assado com batata e cebola (ajudei ele a cortar a batata), mas ele temperou o frango sob minha supervisão.



O cuidado para deixar tudo bonitinho =)

Laura preferiu se dedicar a louça e estava tão tão tão quente neste dia, que eu faria o mesmo =D



E em outro dia o papai foi quem chamou os auxiliares




e a mamãe fez e bebeu a caipirinha. Fim.

Assinado a mãe que bebe - quase nunca.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Por que eles crescem?


Eu ando sei lá, meio distraída, impaciente ou indecisa. Não sei se quero uma casa no campo onde eu possa ficar no tamanho da paz ou se quero fugir deste país, baby! Não sei de muitas coisas, mas sei que o tempo não perdoa e ele está passando mais depressa do que eu possa contar...

Não, eu não me refiro ter entrado na casa dos "inta", ou dos cremes preventivos para rugas ou ainda das vivências que carregamos... Sabe, o tempo me mostra sua total fugacidade quando meu filho diz que quer dormir na casa do coleguinha. Que no deserto não tem água e que "daqui a pouco" vai ter sua casa e sua família. O tempo impõe sua rigidez quando o primeiro dentinho do seu filho quer cair.

Sabe, em relação ao dente de leite que vai cair - muito em breve, já que está ficando frouxinho - e que é de total normalidade de todas as crianças... Lembro quando João Pedro começou a ter febres, a ter diarreia e muito choro e que liguei apavorada para a pediatra e ela disse que poderiam ser os dentes. E foi! aliás, foram todos os dentes que vieram acompanhado desses incômodos. E eu lembro de c-a-d-a um deles. Das noites em claro e também da expectativa que eles nos traziam. E do sorrisinho se formando aos poucos. Mas, ontem quando ele me disse que o dente estava doendo e percebemos que ele vai cair, eu expliquei da fada do dente, do dente de leite e que ele já sabia de TUDO pois viu no desenho da Peppa, eu senti de verdade esse tal tempo, que NÃO PARA!

Eu senti o que minha mãe sentiu quando sai de casa para formar minha família em 2009. Senti o que meu pai sentiu quando segurou meu braço nos meus quinze anos em 2001. Senti o que meu vô sentiu ao me ver com o diploma na mão em 2008 e o que minha vó sentiu ao segurar meu filho em 2010. Senti o que todos os pais sentem , mas nunca acham que sentirão tão cedo.

Eu sinto dor. E podem rir, achar exagero, podem achar o que quiserem porque o que eu sinto é dor. Dói, dá orgulho, mas, dói mais. Difícil aceitar esse tempo, porque são SÓ CINCO ANOS, SÓ!

Em cinco anos um médico não aprende tudo para salvar uma vida. Em cinco anos tu não conhece o mundo. Em cinco anos eles não descobriram a cura para uma doença. Em cinco anos um coração de mãe ainda não está preparado para esta mudança.

E eu sei que criamos filhos para o mundo, para a vida, que essa é a lei da vida e de todos os seres, eu sei e eu também aprendi muita coisa em desenhos animados. Faz parte! Eu sei!....

Eu tenho vontade, como já disse, de correr pro meio do mato, longe de toda poluição, violência, gente má, de fugir da tecnologia, tenho MUITA mais MUITA vontade de deletar esse tal de facebook. Tenho vontade de colocar meus filhos numa redoma de vidro, ou aquela do "Under the Dome" ou qualquer outra que os proteja 24h por dia, todos os dias, até eu morrer. Eu tenho vontade de simplesmente para no tempo. Ou que ele vá mais devagar., pelo menos!

Meu filho está passando por uma fase e eu mais ainda. Que Deus me ajude e conforte este coração que sofre em silêncio. Essa mãe que só queria chorar e deixar essa dor passar, porque ela vai passar.. Talvez eu até precise desse momento para aceitá-lo melhor e a dor ir embora para muito em breve voltar.

Só acho que, essa fase poderia vir daqui há uns cinco anos (claro, até esses cinco chegarem e eu desejar mais uns 5²). E ok, Mellina é só um dente de leite, mas não, não é. É cada vez menos aquela troca de olhar, do cafuné que dá lugar ao vídeo-game, do desenho da Peppa na TV pela tarde de Transformes ou Piratas do Caribe (Ah! Sim, essa deve ser a "unica" parte boa, porque afinal sempre tem a parte boa né?).

Ok, ainda tenho a Laura que por alguns meses terá aquela "gordurinha" de bebê, da busca implacável pelo bico perdido antes de dormir, por ainda ter que levantar de madrugada, por abracinhos de ursinho cor-de-rosa, por ainda ter que passar por todas as fases com ela... por sentir tudo - de novo - com ela - um dia.

Ok, Coração. Apenas aceite. Não há o que fazer,.. mas, cê jura que não posso colocá-los naquela redom.... Fases que vem, fazes que vão... fases, muitas fases que virão. Espero que daqui uns cinco anos já tenham inventado uma cápsula do tempo ou um simples ansiolítico que acalme os corações das mães. Caso contrário, já vou entrar na fila de doação de corações fragilizados pela maternidade.

Coração que sente, que chora, que ri, que cresce. Coração que ama...

E que acredita que amor cura tudo!

Obs.: Imaginem uma mãe escrevendo tudo isso com uma trilha sonora ao fundo de "Lucky Man do The Verve", "Paciência do Lenine",

E apenas respeitem a minha dor. Afinal, quem foi mãe já sentiu e quem não sentiu sentirá um dia.
Aliás, apenas, respeitem as mães e suas fragilidades.

Filho eu te amo e vou te amar em todas as fases, pra sempre todo sempre.

Assinado, eu.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Nossas férias em Governador Celso Ramos|SC

Tá que eu nem sei por onde começar este post, já que, como de costume, tudo que fazemos nesta vida é uma - ou quase - desventura alucinante - ou quase.

Tá que dois meses antes da viagem, mais uma vez, bateram em nosso carro. A TERCEIRA vez na vida (espero ser a ultima também) que batem na nossa traseira, assim, no bumbum mesmo. E pá, ficamos uns 50 dias sem o carro.... Tá que pegamos o carro dias antes da viagem.... tá que fomos viajar um dia depois do Natal (tenho que fazer o post). Tá que nós fomos...












































E como deu para perceber, nós acampamos, no paraíso, por sinal! Foi nosso primeiro acampamento em família. O ano inteiro as crianças nos bulinaram com "vamos acampar" "vamos no parque das águas de novo" vamos pra Lua" e por ai vai.... Filhos, apenas, tenha-os!

Foi bem divertido, eles adoraram. E deu tudo certo. Tentamos nos organizar o máximo possível, até TV nós levamos (no próximo não posso me esquecer de levar uma mesa com banquinhos).

O Camping era na beira da praia com acesso exclusivo a beira mar, ah fomos para a praia de Palmas em Gov. Celso Ramos em SC, uns 40km de Floripa e uns 550km de Porto. A água limpinha e morninha, praia tranquila, paisagem linda, super relax (consegui até ler um livro .o/).

Ah! Dentre o que ouvimos durante o ano "pai, quero pescar" e sim a gente tentou, mas como diz o ditado: o mar não estava pra peixe.

Bom, na volta, na voooolta.. ah esqueci de dizer a vovó e o vovô foram nos visitar e acamparam por uma noite conosco e depois desceram pra Torres com as crianças enquanto mamãe e papai desmontavam o acampamento.

Bom, continuando, na volta... na volta deu um temporalzãocuzão que marido caiu um tombo que deu para ouvir da Lua, molhou tudo, caiu tudo, alagou tudo.. Pensa numa região de serra com praia (leeeando) mas pensa com chuvão (meeeeeda). Enfim, quando chegamos à Tubarão (faltando uns 350km de Porto) pensa num carro que para no meio - MEIO - da estrada BR 101. Ok, tivemos que chamar um guincho, ir para Torres, pegar carro emprestado, devolver o carro, pegar o outro. e resumindo, estamos sem o carro ainda - AINDA. 

Pode ser Zika, Makumba, Malketreve, Mal olhado, gente má, ou sei lá eu, pode ser qualquer coisa, mas de uma só eu tenho certeza, há um Deus maior orando por nós, e acreditem, ele OLHA MESMO! Então se por acaso for olho de alguém, algum, alguma ou um ser extraterrestre, fique esperto! Meu santo é tão forte quanto o seu!!

De resto, foi tudo lindo, maravilhoso, gostoso faremos de novo - em breve - Se Deus Quiser!!

Assinado a mãe que pesca, que acampa, que come xis burguer nas férias toda, que ama, que cuida e que vos escreve.

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